Infelizmente, parasitas em cães são comuns. Conheça os principais tipos de parasitas internos e externos, seus sinais, diagnóstico, tratamentos e como prevenir.
Tipos de parasitas em cães
Os parasitas caninos se dividem em:
- Internos: Vivem dentro do corpo (intestinos, pulmões, coração).
- Externos: Ficam na pele ou entre os pelos.
Parasitas internos mais comuns:
- Coccidia
- Dirofilariose (verme do coração)
- Lombrigas
- Tênias
- Ancilostomídeos
- Giárdia
Parasitas externos mais comuns:
- Piolhos
- Pulgas
- Carrapatos
- Ácaros
- Texto
Parasitas Internos em Detalhes
Dirofilariose
Transmissão: Picada de mosquitos infectados com Dirofilaria immitis.
Local de ação: Afeta principalmente o coração, artérias pulmonares e vasos adjacentes.
Sintomas: Tosse crônica, cansaço, dificuldade para respirar, sinais de insuficiência cardíaca congestiva, intolerância ao exercício.
Diagnóstico: Testes sorológicos (antígeno) e exame de sangue para detecção de microfilárias.
Tratamento: Exames, injeções, anti-inflamatórios, antibióticos, e até hospitalização em casos graves.
Prevenção: A prevenção é essencial com medicamentos mensais preventivos (via oral, tópica ou injetável). Testar filhotes a partir dos 7 meses e repetir anualmente.
Pode ser fatal.
Lombrigas (Toxocaríase)
Vermes intestinais redondos, comuns em filhotes,causados principalmente por Toxocara canis..
Transmissão: Durante a gestação (pela placenta) ou pela amamentação, contato com ambiente contaminado, caça ou ingestão de presas contaminadas.
Sintomas: Barriga inchada, perda de peso, vômito, diarreia, pelo opaco, atraso no crescimento.
Diagnóstico: Exame parasitológico de fezes (coproparasitológico)
Tratamento: Vermífugo específico prescrito por médico veterinário.
Prevenção: Vermifugação regular conforme protocolo veterinário é recomendada.
Tênias (Cestódeos)
Vermes achatados que podem ser vistos nas fezes como “grãos de arroz”, geralmente Dipylidium caninum.
Transmissão: Ao engolir pulgas infectadas ou roedores.
Sintomas: Perda de peso, arrastar o traseiro, obstrução intestinal.
Tratamento: Vermífugo e controle de pulgas.
Ancilostomídeos (Ancilostomose)
Vermes que se fixam na parede intestinal e sugam sangue.
Agentes comuns: Ancylostoma caninum, Uncinaria stenocephala.
Transmissão: Ingestão de larvas presentes em água, alimentos ou objetos contaminados com fezes de animais infectados, quando o animal entra em contato com solo contaminado, da mãe para o filhote: através da amamentação, caça de presas contaminadas.
Sintomas: Anemia, diarreia, fezes escurecidas ou com sangue, fraqueza, perda de peso.
Diagnóstico: Identificação de ovos nas fezes.
Tratamento: Vermífugo de amplo espectro, com possível repetição.
Prevenção: Vermifugação periódica, limpeza regular do ambiente, evitar o acúmulo de fezes, evitar locais contaminados e fazer acompanhamento veterinário regular.
Giárdia
Protozoário intestinal comum em ambientes contaminados, causada por Giardia duodenalis
Transmissão: A transmissão acontece, principalmente, pela ingestão de água, alimentos ou fezes contaminadas com os cistos do protozoário. Isso pode acontecer quando o pet:
- Bebe água de poças, lagos ou locais sujos
- Tem contato com fezes contaminadas (inclusive ao cheirar ou lamber o chão)
- Brinca em locais com muita presença de animais e pouca higiene
- Divide comedouros, bebedouros ou brinquedos com outros animais contaminados
Sintomas: Diarreia, às vezes com muco; em casos graves, letargia e perda de apetite.
Diagnóstico: Exame de fezes (cistos) e testes imunológicos (ELISA ou imunofluorescência).
Tratamento: Vermífugo ou antibiótico, prescrito por veterinário.
Prevenção: Evite locais sujos ou com muitas fezes no chão, ofereça sempre água limpa e filtrada, higienize potes de comida e água com frequência, mantenha o ambiente limpo, recolhendo fezes diariamente, vermifugue regularmente (conforme recomendação veterinária).
Em locais de maior risco, converse com o veterinário sobre a possibilidade de vacinação contra giárdia.
Coccidia (Isosporose)
Protozoário do gênero Cystoisospora que afeta filhotes principalmente ou animais imunossuprimidos.
Transmissão: Ingestão de oocistos, contato com ambiente sujo, caça ou ingestão de presas que carregam os parasitas.
Sintomas: Diarreia aquosa, perda de peso, náusea, dor abdominal, desidratação.
Diagnóstico: Observação de oocistos nas fezes por exame coproparasitológico.
Tratamento: Antibiótico específico. Pode levar tempo, mas é eficaz.
Prevenção: Limpeza frequente do ambiente, desinfecção de espaços, evitar o contato de filhotes com animais doentes ou locais sujos, boas práticas de manejo em criadouros e abrigos.
Acompanhamento veterinário regular, especialmente para filhotes e pets com baixa imunidade
Parasitas Externos em Detalhes
Pulgas
Insetos hematófagos marrons que se alimentam do sangue do cão.
Transmissão: Contato direto com animais infestados, Ambiente contaminado, Hospedeiros intermediários.
Sintomas: Coceira intensa, queda de pelo, dermatite alérgica, presença de fezes de pulgas (pontinhos pretos), anemia em casos graves.
Diagnóstico: Observação direta, fezes de pulga (“sujeirinha preta”).
Tratamento: Medicamentos tópicos/orais e limpeza e desinfecção do ambiente.
Prevenção: Uso contínuo de produtos preventivos com orientação veterinária.
Carrapatos
Parentes das aranhas, transmitem doenças perigosas.
Os carrapatos são vetores de doenças sérias, como:
- Hepatozoonose
- Ehrlichiose
- Babesiose
- Anaplasmose
- Doença de Lyme
Sintomas: Coceira, pele irritada, anemia.
Diagnóstico: Visualização direta.
Tratamento: Remoção cuidadosa, antiparasitários sistêmicos e tópicos.
Prevenção: Evitar grama alta, usar produtos antiparasitários e evitar áreas infestadas.
Ácaros (Sarnas)
Causam sarnas e outras dermatites.
Existem diferentes tipos de ácaros, e cada um está associado a uma condição específica. Os principais são:
- Cheyletiella spp. – causa a Cheiletielose (também chamada de “caspa ambulante”)
- Sarcoptes scabiei – causa a Sarna sarcóptica (altamente contagiosa e zoonose)
- Demodex canis – causa a Sarna demodécica (mais comum em animais com baixa imunidade)
- Otodectes cynotis – causa a Otite por ácaros (frequente em gatos)
Sintomas: Coceira intensa, vermelhidão, perda de pelo, infecções secundárias, crostas, forte odor.
Diagnóstico: Raspagem de pele para análise microscópica.
Tratamento: Antiparasitários específicos (orais, tópicos ou injetáveis), conforme tipo de ácaro, SOMENTE COM RECEITA.
Piolhos
Podem morder ou sugar sangue.
Transmissão: Contato direto com animais ou objetos contaminados.
Sintomas: Coceira, perda de pelo, descamação, anemia em filhotes em casos severos.
Diagnóstico: Visualização dos piolhos ou lêndeas.
Tratamento: Produtos tópicos específicos + higienização do ambiente.
Prevenção: Evite o contato com animais infestados, Higienize regularmente acessórios, Faça inspeções frequentes (especialmente em filhotes e animais de pelo longo), Mantenha o controle antiparasitário em dia, Evite compartilhar objetos entre animais (especialmente em pet shops ou hotéis para pets).
Manter o seu cão livre de parasitas exige atenção, prevenção contínua e acompanhamento veterinário. Cada tipo de parasita requer diagnóstico e tratamento específico — nunca medique seu pet por conta própria!
Para garantir todos os cuidados necessários, conte com os profissionais da Dr.AuAu — prontos para atender o seu pet com carinho e excelência, onde você estiver.